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Dicas, guias e histórias sobre UGC e marketing de criadores.
Três mercados estrangeiros antes do almoço
Da maior parte da Bélgica está noutro país em menos de uma hora. Quase nenhum criador daqui orça a pensar nisso, e o erro é sempre o mesmo.
O briefing diz: mostre como o serviço funciona
Não há nada para mostrar. Só esse facto explica porque é que o UGC de serviços acaba em explicação, e porque é que a explicação não resulta.
Dois criadores, a mesma terça, dois negócios diferentes
Um vendeu imagens. O outro vendeu uma audiência. Mesma câmara, mesmo produto, e só um deles sabia em que negócio estava.
Para um restaurante, o alcance é um custo
Tudo o que se escreve sobre UGC assume que o produto pode ser enviado a quem vê. O seu não pode, e isso inverte quase todas as regras.
A única coisa que não se arranja depois
Uma imagem um pouco escura salva-se na montagem. O som de uma divisão que ressoa não, e as casas portuguesas são feitas para o produzir.
Alguém está a ver o seu UGC sem nunca ter estado na segmentação
Um comprador de uma cadeia a decidir se lhe dá espaço na prateleira. Lê os mesmos vídeos de forma completamente diferente, e quase nenhuma marca faz a versão de que ele precisa.
Ninguém decidiu não lhe pagar
Um atraso no pagamento parece pessoal e quase nunca é. Na Bélgica tem três causas distintas, e a mensagem que desbloqueia é diferente em cada uma.
Quando não comprar UGC
Esta é uma página de um marketplace de UGC a dizer-lhe quando não o comprar. Há três situações em que o formato rende pouco, e comprá-lo à mesma é como uma marca conclui que não funciona.
Duas cláusulas decidem o que ganha. O resto é mobiliário
A maioria dos contratos de UGC tem duas páginas. Duas linhas lá dentro fixam o que o trabalho lhe vale, e nenhuma delas é a do preço.
A venda que perdeu não está nas suas estatísticas
Aconteceu no site de outra pessoa. Na Bélgica o seu concorrente pelo clique raramente é outra marca belga, e o que ele vende não é um preço.
Fazer um primeiro portefólio antes de alguém o contratar
Uma marca abre o seu melhor vídeo, vê o início, e depois desce para contar quantos mais existem. A segunda metade desta frase é o problema todo.
A melhor frase do vídeo é a que vai ter de cortar
Em UGC não compra um vídeo. Compra frases que não escreveu, e cada uma passa a ser uma alegação que tem de conseguir sustentar.
«Tinha dito que era bilingue»
Ainda não é uma acusação. Passa a sê-lo uns quarenta minutos depois, e a essa altura a filmagem já está perdida para os dois.
Saudade é uma palavra linda e um briefing mau
Os portugueses lá fora não são um mercado, e a metade que tem o cartão não é aquela com quem a sua campanha nostálgica está a falar.
O que ninguém lhe diz antes da primeira declaração
Este artigo não lhe vai dizer quanto deve. Vai dizer-lhe porque é que janeiro custa, que é outro problema e o único que consegue mesmo resolver.
A Bélgica funciona com dois calendários
Pergunte a uma equipa de marketing belga quando começam as férias escolares e veja-a perguntar-lhe quais. A sua campanha nacional única tem um problema.
As duas piores horas para filmar em Portugal
São também as duas horas em que quase toda a gente está livre. A luz que todos aqui invejam é a que estraga as tomadas, e o conselho habitual piora tudo.
O zero do seu orçamento de produto oferecido
Uma campanha paga só com produto aparece no orçamento como um zero. É o único número do plano que de certeza está errado.
O dono quer aparecer no vídeo
O seu instinto é dizer que não. Num país cheio de negócios dirigidos pelo dono, esse instinto custa-lhe a única coisa que um concorrente não pode copiar.
Em Portugal o seu vídeo compete com o calendário
Uma cliente de pé no corredor com o telemóvel na mão não está a decidir se quer o seu produto. Está a decidir se é esta a semana de o comprar.
A etiqueta de publicidade é problema seu, não da marca
Quase todos os criadores acham que a etiqueta depende do que disseram do produto. Depende do que receberam por ele, e a obrigação é pessoal.
A sua campanha belga já é internacional
O seu melhor vídeo do mês passado foi visto sobretudo por gente que não lhe pode comprar. Na Bélgica isso é o estado por defeito, não um acidente.
Em Portugal o seu preço é público
Mais cedo ou mais tarde uma marca com quem nunca trabalhou vai citar-lhe um preço que deu a outra pessoa. Porquê, e o que fazer em vez de baixar.
Escolher uma voz britânica para UGC
Em quase todos os briefings de casting britânicos há uma linha a pedir um inglês claro e neutro. Está a pedir outra coisa, e está a custar-lhe a tomada.