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Dicas, guias e histórias sobre UGC e marketing de criadores.

Feito em Portugal fala de uma sala que o comprador nunca vai ver
Sapatos e roupa saem do Norte para compradores que nunca verão a fábrica. O vídeo que sustenta a etiqueta não é o que se costuma encomendar.

Fazer UGC em Portugal sem seguidores
A marca compra um vídeo, não uma audiência. O que substitui os seguidores, e o que um mercado pequeno como Portugal muda no arranque.

Que plataformas contam para o UGC em Portugal
Não é você que escolhe onde o vídeo será difundido, é a marca. O que cada destino impõe à filmagem e à montagem.

Conseguir os primeiros clientes UGC em Portugal
Os três canais que funcionam aqui, a mensagem que obtém resposta, e o que ter pronto antes de escrever à primeira marca.

O segundo nunca é tão bom, e a culpa não é do criador
Um vídeo supera todos os outros, por isso pede cinco iguais. Aquilo que o fez resultar quase nunca é a parte que se vê.

Está a ouvir um defeito que mais ninguém ouve
A vontade de comprar uma câmara chega quando o problema verdadeiro é outro. O que os clientes reparam é uma lista curta, e o sensor não está nela.

O vídeo é seu, a caixa de comentários não
Pagou o vídeo, ele passa na conta de outra pessoa, e é aí que o seu produto é julgado. Decida quem responde antes de publicar, não depois.

Tem quatrocentos vídeos e pode usar talvez sessenta
Dois anos de encomendas deixam uma pasta que ninguém consegue auditar. O caro não é o armazenamento, é voltar a comprar o que já tem.

O seu concorrente não é o outro instalador
Na renovação o cliente não escolhe entre duas empresas. Escolhe entre fazer a obra e esperar mais um ano, e isso muda o que o conteúdo tem de fazer.

O protagonista do seu vídeo não sabe ler o briefing
Qualquer outra filmagem tem alguém a quem pedir outra tomada. Aqui o ator principal é um cão que decidiu que a sessão acabou, e o relógio é seu.

O seu cliente corrige os seus exames
O trabalho de embaixador estudantil é o único em que a marca também o avalia, o aloja e por vezes patrocina o seu visto. Isso muda o que pode aceitar.

Aqui a aprovação vem antes, não depois
Todos os outros clientes aprovam a sua montagem. Uma marca de bebidas aprova o seu guião, antes de se filmar seja o que for, e descobri-lo tarde custa um dia.

O único vídeo que faz com data de morte
Um vídeo de um imóvel morre no dia em que o imóvel se vende, e toda a gente sabe isso ao filmá-lo. Fature-o assim, ou venda antes o que sobrevive.

Esteve três dias no ar, e depois desapareceu
Um marketplace retirou o seu vídeo e o aviso não explicava nada. Quase nunca é a qualidade. É alguma coisa que o vídeo diz.

Passou para neerlandês por educação, e não é esse o documento
Um cliente flamengo, por isso manda a fatura em neerlandês. Bom instinto, objeto errado: a língua dos seus papéis segue a sua sede, não o cliente.

Ninguém escolheu ver, e ninguém ouve
Uma marca quer o seu vídeo no ecrã da loja. Ali são verdade três coisas que são falsas em todo o lado, e mudam a montagem.

Alguém doou o dinheiro que lhe está a pagar
Um desconhecido pôs vinte libras, e uma fração torna-se o seu cachet. Só esse facto muda o filme, o orçamento e o que lhe podem pedir para filmar.

O comprador a quem ninguém do seu nicho escreve
Agências regionais, postos de turismo, federações e intercomunais encomendam muito vídeo. Quase nenhum criador os aborda, e a razão tem conserto.

O mesmo sérum, dois compradores, uma só campanha que resulta
Em Portugal uma marca de cuidado chega à mesma cara por duas vias que não se parecem. O conteúdo que vende ao balcão falha na prateleira.

A campanha dura seis semanas. O vídeo não.
Um briefing pede o seu filho e o cachet é bom. A decisão não é sobre o cachet, é sobre uma pessoa que não pôde ser consultada e que um dia terá opinião.

As suas mãos, num anúncio que não filmou
Oito meses depois as imagens continuam a rodar, com a voz de outra pessoa por cima, numa língua que não fala. Ninguém roubou nada. Você mandou os brutos.

O número que importa não é o valor
É a idade. O que resulta numa fatura de três semanas falha às dez, e em Portugal o atraso pode custar mais do que o próprio atraso.

Alguém de uniforme vem na sua direção
Filmar numa loja não é uma questão legal, é uma questão de propriedade. Quem é dono do chão que pisa decide, e o briefing nunca diz quem é.

O conselho para mesmo antes da parte útil
Não subcontrate às escondidas a língua que não fala. Certo, e incompleto. A dupla declarada é a resposta, e toda a dificuldade é administrativa.